Conheça nove espécies de plantas resistentes ao sol

Confira a seleção de espécies que amam sol:

Plantas que adoram banho de sol (Foto: Ilustração Mary Cagnin)

Cambará: é excelente para a formação de maciços e bordaduras. Suas folhas são opostas e muito pilosas, e os seus ramos flexíveis podem ser eretos ou semipendentes. As inflorescências são compostas por numerosas flores, formando mini-buquês das mais variadas cores, como laranja, rosa, vermelho, amarelo e branco; sendo comum observar, na mesma inflorescência, flores com colorações diferentes do centro para a periferia. Os frutos são do tipo drupa.  Deve ser cultivado a pleno sol, em solo fértil enriquecido com composto orgânico, com regas periódicas. Tem grande potencial invasivo, tornando-se daninha em determinadas situações. Também é considerada planta tóxica e sua utilização terapêutica deve ter acompanhamento médico. Tolerante ao frio e às podas. Multiplica-se por estacas e sementes.

Cróton: é uma planta arbustiva que tem ganhado destaque na ornamentação de ambientes e jardins em todo o mundo.  Pode alcançar de 2 a 3 metros de altura e possui uma folhagem muito atraente, principalmente pela sua coloração intensa e exuberante, com mesclas de vermelho, roxo, rosa, branco, amarelo, verde ou laranja.  Existem várias variedades cultivadas, possuindo diferentes cores e formas. Possui flores, mas que não é um grande atrativo. Possui uma seiva branca e tóxica quando ingerida, podendo também causar irritações de pele.

Agapanto: Popularizado no Brasil pelo paisagista Roberto Burle Marx, na década de 50, o agapanto logo se tornou uma das plantas mais usadas na urbanização. As serras fluminenses de Teresópolis e Petrópolis estão enfeitadas de canteiros azulados e mesmo no frio da Serra Gaúcha essa flor africana vai bem. Com híbridos cada vez mais resistentes — como “Liliput”, “Blue Giant”, “Loch Hope”, “Irving Cantor” e “Castle of Mey” —, o agapanto pode ser encontrado enfeitando tudo que é canto do Brasil com sua folhagem grande, vistosa e resistente.

Ixora:  Arbusto lenhoso, pertence à família Rubiaceae, nativa da Ásia Tropical e Madagascar, perene, com ramagem densa de até 2,5 metros de altura, com ramos eretos.  Folhas coriáceas, sem pecíolos nascem de lados opostos nos ramos. Inflorescências terminais longas, eretas, grandes, com numerosas flores inodoras e de aspecto tubular, que se abrem em rosetas. Apresenta muitas variedades com flores em diversos matizes de amarela, vermelha, laranja ou cor-de-rosa. Surgem na primavera-verão e são muito visitadas por beija-flores.  A Ixora coccinea é usada em jardins, isolada como ponto focal ou em conjunto formando maciços, cercas vivas, em renques acompanhando grades, paredes; também em vasos e jardineiras.

Helicônia: Com até 6 metros de altura, folhas de um verde vivo e brilhante e flores que parecem esculpidas em madeira, a helicônia tem pinta de top model — essas moças altas e de presença marcante, capazes de transmitir tudo, menos fragilidade. E não é que nossa über modelo é, na verdade, uma delicada dama?
As hastes longas e pendentes, com gomos grossos, vermelhos e amarelos, são como o bico dos tucanos: parecem pesadas, mas são levíssimas. Uma penugem avermelhada cobre toda a extensão colorida, criando uma textura tão macia quanto a do veludo. Também as folhas pedem mimos: se ficarem expostas a ventos fortes, se rasgam que nem pipa na chuva.

Perpétua: A perpétua é uma planta herbácea anual, de 30 a 50cm de altura, de flores que predomina a cor roxa, mas pode-se encontrar em outras cores como o vermelho, rosa, lilás, violeta e branca.
Suas folhas são oval-lanceoladas, de textura pilosa e coloração verde-clara. Ela tem várias funções paisagísticas, podendo ser utilizada como forração ou para compor canteiros, bordaduras e maciços. Pode ser cultivada para a produção de flores secas ou saches perfumados de arranjos florais.

Rosinha-do-sol: é uma planta rasteira e muito vistosa. Suas folhas são ovais, glabras, brilhantes, de coloração verde-clara e suculentas. Os ramos apresentam a mesma cor das folhas. As flores são delicadas, parecidas com margaridinhas e podem ser de coloração branca, rósea ou vermelha. Ocorre uma forma variegada com folhas de bordas brancas. É uma planta versátil, podendo ser utilizada com forração, em canteiros, maciços, bordaduras e em vasos, inclusive vasos suspensos, em que ela fica pendente. É recomendada para jardins de pedras e tem a capacidade de fechar bem o solo, impedindo o crescimento de ervas daninhas. A floração se estende durante todo ano e as flores são muito atrativas para as abelhas. É também uma planta comestível, que se aproxima do espinafre no sabor.

Palmeira-areca:  é umas das palmeiras mais populares do mundo, tanto no jardim quanto na decoração de interiores. De estipes múltiplos, chega a ser muito entouceirada. Os estipes são elegantes, anelados, com bainhas de coloração verde-esbranquiçada a amarelada. As folhas são grandes, verdes, recurvadas, compostas por 20 a 50 pares de folíolos, com pecíolos e ráquis amarelados. As inflorescências são ramificadas, com numerosas e pequenas flores de cor branco-creme, perfumadas. Os frutos são verde-amarelados e tornam-se arroxeados quando maduros.  Em comparação com outras palmeiras, a areca-bambu apresenta rápido crescimento. Ela pode ser conduzida de duas formas: com porte arbustivo (com muitos caules – atinge até 3 metros) ou arbóreo (com poucos caules – atinge até 9 metros). O porte arbustivo é natural, isto é, não é necessário nenhum tipo de manejo para que a planta fique entouceirada. Já o porte arbóreo, é conseguido através da poda dos estipes excedentes pela base. Esta poda deve ser realizada continuamente, sempre que surgirem novas brotações, para que os estipes selecionados ganhem vigor e se sobressaiam.

Sol pleno
Estas espécies adoram um banho de sol. Para se manterem saudáveis, precisam receber pelo menos quatro horas diárias de luz direta. E já que o sol é um dos grandes responsáveis pelo florescimento, quase todas apresentam flores ao longo do ano (com exceção da palmeira-areca e do cróton).

(Fonte: Revista Casa & Jardim)

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