A importância da represa Billings para a nossa vida

A represa Billings é muito mais do que um grande “espelho de água”, um local para a prática da pesca, de esportes náuticos e de contemplação ou um grande depósito de esgoto.

Ela representa um passado de grande desenvolvimento para nossas cidades, um presente de muito desafio, compreensão e barreiras a vencer e um futuro que, a depender de nós, deverá ser a essência da nossa existência no planeta ou não.

Inaugurada em março de 1927, hoje com 90 anos, a represa foi criada para gerar energia elétrica para a cidade de São Paulo através da usina de Henry Borden, cujo projeto é de autoria do engenheiro americano Asa White Kenney Billings, na época funcionário da empresa Light, atual A&S Eletropaulo.

Ao longo desse período, muitas coisas mudaram, pois as cidades cresceram e novos bairros e centros urbanos surgiram, atraindo indústrias, comércios e outras atividades para suprimir a demanda de uma população em crescimento. Há pouco mais de 40 anos a água se tornou demanda crucial para todas as atividades humanas.

Sabiamente uma lei estadual, em 1976, amparada pela Constituição federal, mudou completamente a função da represa Billings, transformando radicalmente o modo de crescimento e desenvolvimento das cidades que ela corta. Atualmente a represa tem uma nobre função: fornecer água essencialmente para consumo.

Nosso presente é muito desafiador pois precisamos, desde já, mudar a forma como olhamos e cuidamos desse recurso natural. Somos os únicos responsáveis para que ela nunca deixe de saciar a nossa sede.

Para isso é preciso, primeiro, aceitá-la em sua função essencial de produtora de água. Em segundo lugar, devemos compreender como ela funciona: a represa Billings precisa ser alimentada diuturnamente, através das nascentes, rios e córregos.

Depois disso, precisamos agir, permitindo que a água da chuva alimente essas nascentes, rios e córregos conservando em nosso quintal um pequeno espaço de terra de apenas 20% da área do lote, com jardim ou não, para que a chuva caia nesse local e siga direto para a represa através de suas veias naturais.

O futuro já chegou! Ainda que não tenhamos percebido, mas ele já está aqui, presente na nossa vida, no nosso dia a dia, na seca dos rios, da represa, da falta d’água. Assim, coletivamente, precisamos ajudar a represa a se recuperar, retirando o lixo e o esgoto, deixando-a limpa para que possamos beber água livre de tratamento químico, minimizando o impacto negativo à nossa saúde e nos mantendo saciados para viver plenamente em nossa existência.

Alzira Nishikubo – Arquiteta, gerenciou a Secretaria de Obras de Ribeirão Pires e coordenou o Consórcio Intermunicipal das Bacias do Alto Tamanduateí – Billing, e hoje coordena as regularizações e projetos da Nova Trentina Imóveis.

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