Meio ambiente norteia desenvolvimento comercial de Ribeirão Pires

Presidente da AEARP (Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Ribeirão Pires) destaca a importância de empresas respeitarem a legislação ambiental na Estância Turística

Comemorado em 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente gerou diversas discussões, palestras, campanhas e divulgações até de celebridades sobre a importância da preservação ambiental para o bem-estar da sociedade. Ribeirão Pires é reconhecida por proteger suas áreas de mananciais e, ao mesmo tempo, incentivar a construção civil de forma a não esbarrar na legislação que a classifica como Estância Turística.

Para Sérgio Reis, presidente da AEARP (Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Ribeirão Pires), o município tem condições de continuar seu processo de desenvolvimento por apresentar vários atrativos para os empreendedores interessados em se instalar na cidade. Com cerca de 40 anos de experiência na área, ele também avalia os impasses e desafios para a expansão da construção civil.

Revista C & D: Como você avalia o cenário comercial na Estância? A construção civil seria uma boa aposta para movimentá-lo mais?
S.R.: Sempre é possível melhorar. A engenharia está presente em tudo: quando acordamos, estamos em um imóvel que foi aprovado por um engenheiro, todos os sistemas elétricos são projetados por um engenheiro, as ruas e viadutos, automóveis, equipamentos para medicina e tudo mais necessita de um engenheiro capacitado. A engenharia civil é o início e o fim, está presente na rotina de todas as pessoas e empresas. Além disso, é uma das áreas que mais contrata mão de obra no nosso país, gerando novas oportunidades para todos. Por isso ela é tão criticada também em relação à sua qualidade, já que seu processo construtivo é muito arcaico e depende inclusive do estado emocional dos profissionais envolvidos – diferente da maioria dos outros processos de fabricação e montagem.

 

Revista C & D: Quais benefícios estes mesmos empresários obtêm ao empreender em Ribeirão Pires?
S.R.: O principal fator é o ramo de atuação da empresa mas, em primeiro lugar, geograficamente estamos muito bem situados, e com o Rodoanel, melhor ainda! Segundo: estamos a cerca de 60 km do porto de Santos (o maior da América Latina). Inclusive, teremos o novo Centro Logístico de Campo Grande, no município de Santo André, que será usado para atividades ferroviárias de transporte de carga, armazenagem e transbordo. Oportunidades não faltarão para os empresários.

 

Revista C & D: Quais dificuldades os empresários podem encontrar ao iniciarem seus negócios na cidade. Qual a melhor maneira de lidar com essa situação?
R.: Existem dificuldades para uma empresa iniciar suas atividades em qualquer munícipio. Ribeirão Pires está em uma área de manancial e possui leis que a protegem. Nossa qualidade de vida é excelente, e esse é o preço da exclusividade. Então é preciso força de vontade e determinação para ir até o fim nesse processo.

É necessário que fique bem claro que existem regras a serem respeitadas para se implantar um projeto em nossa cidade, mas só isso não basta. Temos de atacar de forma mais incisiva os poluidores já existentes. Esses sim é que continuam a prejudicar o meio ambiente…

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